terça-feira, 8 de maio de 2012

Para Jorge.


Caro Senhor malfeitor :
O motivo desta escrita é para deixa-lo consciente do mal que me fizera, que só não é maior do que o mal que eu mesma me fiz quando me deixei te amar. Quando de mim se aproximou, oferecendo prosas, músicas e poesias, além de um amor grandioso  ,  havia em mim uma inocência quase genuína em acreditar . Acreditava na possibilidade de ser feliz pelo simples fato de existir, acreditava no meu merecimento, via meus valores, simplesmente sorria. No tempo que eu estive com você,  conheci o paraíso, deslumbrava, admirava, bebia, comia e dormia  você, que  de forma desprendida se fazia presente , onipotente e indispensável em meus dias. Eu só tinha meu amor para lhe oferecer, e por este eu podia fazer tudo o que você quisesse e determinasse, mas meu amor nada lhe valia e de tão pouco lhe servia que você cansou e foi embora. "Amo tanto, tanto, tanto, que te deixo em paz."  Conheci o inferno  , passei dias somente chorando, no maior dos sofrimentos, comia, bebia e dormia a tristeza. Você vez ou outra aparecia, oferecendo a possibilidade que eu me congelasse enquanto você buscava novas aventuras, porque você sabia que outra a te amar , como eu, seria difícil encontrar. O tempo , "Senhor da Razão", levou meu amor, e eu não sentia falta do seu, porque ele  não existiu. Talvez meu amor tenha aprendido a ser  menos amor para se tornar  amor próprio!!!
Fulana

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